EMEF Neusa Nunes Gonçalves é fruto de uma trajetória de luta e dedicação à educação. A construção de sua sede levou aproximadamente quatro anos e meio para ser concluída, enfrentando desafios como a paralisação da obra por cerca de um ano devido a dificuldades financeiras. Finalmente, em dezembro de 1995, a escola foi inaugurada, marcando um novo capítulo na história da comunidade local.
A história da escola, no entanto, começa um pouco antes. Em 1992, foi criada a EPG “Nova Palestina”, que funcionava de forma improvisada nas instalações do antigo canteiro de obras da Construtora Norbert Odebrecht, localizado no bairro São Pedro III, às margens da Rodovia Serafim Derenzi. Nessa época, a escola atendia sete turmas da pré-escola à 3ª série no turno matutino e outras sete turmas, do Bloco Único Inicial até a 7ª série do Ensino Fundamental, no turno vespertino.
Em 8 de fevereiro de 1993, por meio do Ato de Criação nº 3908, a escola foi oficialmente regulamentada e passou a se chamar EPG “Neusa Nunes Gonçalves”, em homenagem à professora de Educação Física e irmã do primeiro diretor da escola, Júlio César Nunes Gonçalves, conhecido como Julico. Julico teve papel fundamental no desenvolvimento das escolas da região.
Em dezembro de 1995, a escola conquistou sua sede definitiva na Rua do Caju, nº 249, no bairro Nova Palestina (antigo São Pedro V), com instalações amplas e modernas. No ano seguinte, passou a funcionar com 12 turmas, da 1ª à 8ª série do Ensino Fundamental, nos turnos matutino e vespertino.
A partir de 1997, a escola também passou a ofertar o turno noturno, inicialmente com a modalidade de Ensino Noturno Regular, com ano letivo semestral. Atualmente, o turno da noite atende à Educação de Jovens e Adultos (EJA), ampliando seu compromisso com uma educação inclusiva e acessível para todos.
Zilmar Alves de Mello foi professora na EMEF Tancredo de Almeida Neves, localizada no bairro São Pedro III, e deixou um legado importante na educação da região.
A Cruz de Sucata foi construída em homenagem à visita do Papa João Paulo II a Vitória, em 1991, quando celebrou uma missa exatamente no local onde hoje se encontram a cruz e a escola.
O monumento foi projetado pela renomada artista plástica e professora de artes da UFES, Freda Cavalcanti Jardim. Feita com pedaços de madeira, a cruz simbolizava os barracos que existiam no bairro no passado. O Cristo, formado por fragmentos de cristais presos com fios de cobre, completava a obra. A cruz tinha 5 metros de altura e 3 metros de largura.
Em 2002, devido ao desgaste das tábuas, a cruz passou por modificações. Atendendo ao pedido da comunidade, os ex-alunos da professora Freda realizaram a restauração, transformando-a em uma estrutura de lajotas sem reboco, mantendo a representação das condições originais do bairro Nova Palestina. Durante esse período, o Cristo de cristais foi exposto na UFES por alguns meses.
Mais tarde, uma cruz de concreto, rebocada e pintada foi instalada no local, encerrando a história da cruz original de sucata, que permanecia como símbolo do bairro e de sua memória histórica.
O CAJUN é um projeto que busca, acima de tudo, afastar crianças e adolescentes das ruas e das esquinas, oferecendo alternativas educativas e culturais que promovam seu desenvolvimento.
O nome CAJUN significa “Caminhar Juntos”, representando a ideia de que o projeto quer garantir um futuro melhor para as crianças e adolescentes que participam dos cursos oferecidos.
O objetivo do projeto é desenvolver o potencial de cada criança e adolescente, promovendo a autoestima e fortalecendo os vínculos com a família, a escola e a comunidade.
O Circo do CAJUN Nova Palestina possui capacidade para até 300 espectadores por apresentação e, mensalmente, atende gratuitamente até 170 crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 15 anos, residentes nos bairros Nova Palestina, Resistência e Conquista.
O projeto foi inaugurado em 14 de maio de 2001 e oferece oficinas e cursos de Capoeira, Música, Dança, Circo, Coral, Informática e Percussão, promovendo aprendizado, lazer e inclusão social.
O local conta com um calçadão perfeito para caminhadas, um parque infantil cheio de cores e diversão, quadras poliesportivas e de areia para quem gosta de atividades físicas, além da Academia Popular da Pessoa Idosa (APPI), incentivando a prática de exercícios para todas as idades.
Dois decks sobre o mangue oferecem vistas privilegiadas do pôr-do-sol, transformando cada fim de tarde em um espetáculo inesquecível sobre a baía de Vitória. E, além de lazer e contemplação, a orla cumpre um papel social importante, facilitando o trabalho dos pescadores locais e aproximando a comunidade da natureza que a cerca.
Cmei Geisla da Cruz Militão
As obras do novo Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Geisla da Cruz Militão, localizado no bairro Nova Palestina, avançam em ritmo acelerado.
A construção substituirá a estrutura provisória que atendia a comunidade há 17 anos. O CMEI está previsto para ser concluído e entregue ainda em 2025, funcionando na modalidade de tempo integral, oferecendo um ambiente moderno e acolhedor para as crianças da Grande São Pedro.
O parque ganhou pavimentação moderna e segura, com pisos emborrachados que absorvem impactos, fáceis de limpar e manter. Todos os brinquedos seguem as normas do Inmetro, garantindo segurança, durabilidade e acessibilidade.
As crianças podem se divertir no castelinho, balanço, escorregador, gangorra e cavalinho, todos com cores vibrantes que chamam a atenção e despertam a imaginação. Esses espaços foram criados para que os pequenos tenham lugares seguros e alegres, onde podem brincar, rir e explorar o mundo ao seu redor.
Com 800 metros de extensão, a ciclopassarela está equipada com iluminação moderna e guarda-corpo, oferecendo segurança tanto para pedestres quanto para ciclistas. Este trecho integra a segunda etapa da reurbanização da orla da Grande São Pedro (Orla 1B), dentro do projeto Vitória de Frente para o Mar, que busca não apenas facilitar a mobilidade, mas também proporcionar lazer e contato com a natureza, transformando a orla em um espaço acessível e agradável para toda a comunidade.

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